quarta-feira, 24 de maio de 2017

Espaço, tempo, cuidado

Queria poder te abraçar nesse dia frio dentro de você. E dizer de todas as vezes em que passei pelo mesmo caminho turvo em que você caminha agora, onde a esperança é quase nula e o desespero é feroz, tentando engolir todos os teus sonhos. Queria poder fazer carinho em sua cabeça e sussurrar no seu ouvido que toda essa dor que carrega nas costas vai diminuir, ela vai sim. Andei por muito tempo no escuro, me segurando nas paredes sujas do que um dia chamei de meu. Tive, por muitas vezes, a vontade dolorida de destruir todos os meus sonhos e acreditei que nenhum deles cabia dentro de mim... Ouvi palavras muito duras de pessoas amadas, calei muitas verdades tentando não incomodar, enterrei pessoas, abri porta para a solidão. Às vezes nós precisamos ficar sozinhos no meio do nada, às vezes a unica mão que pode ajudar é a nossa. Mas quero que você saiba que tem a minha. E que aqui dói te ver triste, que aqui dói não poder mudar a realidade. Mas quero trazer à memória de que há uma esperança, mesmo que pequenina, que te sustenta. Um ombro que te ampara, um abraço que te aguarda, um olhar que te entende. Há, e sempre haverá, um amor que te encontra. Não importa a distância, a dificuldade, o tempo ou o espaço entre. O amor da um jeito de chegar e te segurar nos braços e dizer que tudo vai ficar bem, mesmo que demore, mesmo que a espera seja um soco no estômago, ele vem, ele vem, ele salva.

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