segunda-feira, 8 de maio de 2017

Bem, diz para mim onde que foram parar todos os raios de luz da minha janela
agora parecem artificiais.
Bem, toda vez que me olho no espelho vejo um vulto sem rosto nem cor
apenas um amontoado de escolhas, medos e outros tipos de alucinações
eu não fecho meus olhos
porque eu tenho medo de no túnel escuro que moram neles
não ter a tão famosa luz no fim
eu tenho medo de que no meio do não ver
ninguém segure minha mão
Bem, enquanto mantenho meu olhar aberto
a ardência de mundo que vejo não sara minha pupila
e na minha córnia quase que desesperada
eu guardo o retrato que eu quero ver quando fechá-los
aquela luz no fim do túnel
você no fim da linha
nós dois no fim de tudo.

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