segunda-feira, 8 de maio de 2017

Ainda é dia quando chove, Hunt
e aquelas gotas escorrem pelo vidro morno da janela
Eu apoio as minhas mãos
Eu apoio
Eu me apoio
Quanto de verdade há em você?
Nessas exclamações, interrupções, força, palavras?
No abismo dos seus olhos, até onde posso cair?
Há um fundo de ti?
É tão raro essa essência
É tão terno, Hunt
Que se eu pisco, perco a cena
E se eu falo, a frase sai diminuída demais
Não há jeito de entregar
Mas guardo, no fim
E você sabe
Só você sabe;
Sua chuva sou eu.

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