terça-feira, 1 de novembro de 2016

Aprendendo a andar

Tantas coisas, Maria... Queria te encontrar outra hora, pra falar do céu, pra dizer da minha saudade. Queria te encontrar em um desses dias calmos, em que o ar parece um banho morno e as árvores e flores sorriem. Aqueles dias quando você olha para o mundo e parece que você é ele e ele é você, tão conectados, o encontro, aquela paz. Queria te ver em um desses dias, pra contar da minha falta. Para dizer, Maria, que a saudade é esse sufoco que eu levo nos braços, nos ombros, nos olhos, em toda parte de mim. Talvez, eu sei, você não seja a mesma, nem eu mesma sou. Talvez, o nosso encontro tenha sido feito pra outro caso, não para o eterno que grita e sangra aqui. Talvez fosse realmente essa passagem. Talvez seja só os meus pensamentos, minhas lembranças, minha vontade de viver de novo o que foi, mas que eu sei, é impossível repetir tudo aquilo, tanta coisa. É impossível te quebrar e me quebrar e fazer de novo.

A vida passa rápido, sempre disseram. E nós também passamos, nós também passamos. E eu ainda aprendo a andar.

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