sábado, 1 de outubro de 2016

De volta para casa

Olhei para todas as cores do ambiente antes de sair, tentei filtrar o cheiro e lembrar da minha emoção em chegar lá... Tão encantada, cheia de expectativas, querendo ser feliz. É curioso como saí de maneira contrária, desencantada e sem saber o que seria de lá em diante, de agora para depois. Ainda assim, na ultima noite antes de dormir, eu só agradeci. Foram os dois anos mais interessantes da minha pequena vida. Dois anos de descobrir tudo o que eu podia e queria ser.
Caminhei por entre o corredor já com o peito abafado, e ouvi o choro ardente de gente como eu, sentida. Gente como eu, amada. Gente como eu, entregue. Gente como eu, enorme. 
A última cena que consegui ver hoje foi o olhar cheio de lágrimas aguardando a porta do elevador fechar. Não foi uma despedida fácil, mas eu acenei. Queria dizer muitas coisas, queria dizer que eu sinto muito por todas nós e que eu amo muito todas nós. Queria dizer que precisamos aprender como nos amar. Queria dizer que precisamos muito de nós e de voltar, voltar, voltar para nós mesmas. 


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